[Reading] ➸ O Evangelho do Enforcado By David Soares – Dailytradenews.co.uk

O Evangelho do Enforcado chapter 1 O Evangelho do Enforcado, meaning O Evangelho do Enforcado, genre O Evangelho do Enforcado, book cover O Evangelho do Enforcado, flies O Evangelho do Enforcado, O Evangelho do Enforcado fea56cb595da3 Nuno Gon Alves, Nascido Com Um Dom Quase Sobrenatural Para A Pintura, Desvia Se Dos Ensinamentos Do Mestre Flamengo Jan Van Eyck Quando Perigosas Obsess Es Tomam Conta De Si Ao Mesmo Tempo, Na Sequ Ncia De Uma Cruzada Falhada Contra A Cidade De T Nger, O Infante D Henrique Deixa Para Tr S O Seu Irm O D Fernando, Um Acto Pol Mico Que Dividir A Nobreza E Inspirar O Regente D Pedro A Conceber Uma Obra Nica E Que Melhor Artista Para A Pintar Que Nuno Gon Alves, Estrela Emergente No C Rculo Art Stico Da Corte Mas O Pintor Louco Tem Outras Inten Es, E O Quadro Que Sair Das Suas M Os Manchadas De Sangue Ir Mudar O Futuro De Portugal Entretecendo Hist Ria E Fantasia, O Evangelho Do Enforcado Um Romance Fant Stico Sobre A Mais Enigm Tica Obra De Arte Portuguesa Os Pain Is De S O Vicente , Tamb M, Um Retrato Pungente Da Cobi A Pelo Poder E Da Vida Em Lisboa No Final Da Idade M Dia Pleno De Descri Es V Vidas Como Pinturas, Torna Se Numa Viagem Poderosa Ao Luminoso Mundo Da Arte E Aos Tenebrosos Abismos Da Aliena O, Servida Por Uma Riqu Ssima Galeria De Personagens


10 thoughts on “O Evangelho do Enforcado

  1. says:

    Representando um mundo medieval portugu s do s c XV, O Evangelho do Enforcado aborda de forma indirecta os enigm ticos pain is ditos de S o Vicente Indirectamente porque, ao inv s de identificar cada uma das figuras representadas nos pain is, David Soares procura, por um lado, ilustrar com autenticidade o panorama pol tico, econ mico e social da poca, e por outro, desmistificar a desfasada imagem que temos de algumas das personagens hist ricas que figuram no romance O desenvolvimento destes elementos, n o s proporciona um s lido suporte para as teorias desenvolvidas posteriormente no respeitante simbologia por detr s dos pain is , como torna poss vel a coes o narrativa apresentada pelo autor.Este compromisso com a verdade j tinha sido assumido nos anteriores romances de David Soares, algo que o pr prio destacou em diversas entrevistas A minha preocupa o principal com a hist ria com h pequeno A fic o vem sempre em primeiro lugar Mas quando estou a trabalhar com informa es hist ricas baseadas em factos reais, tenho a preocupa o de ser o mais verdadeiro poss vel, no que concerne originalidade, e s inten es do texto ficcional E a vontade de procurar a verdade, muitas vezes entra em conflito com aquela imagem estereotipada e mitificada de certas personagens da nossa Hist ria in Livraria IdealAssim, a discrep ncia entre o retrato de certas personagens e a ideia generalizada que temos destas resulta, n o de um inten o em chocar o leitor, mas sim da consulta de registos e an lises hist ricas em que Soares se baseia, que muitas vezes estilha am a aura de virtude que rodeia essas mesmas figuras os anjos de alguns s o os diabos de outros A extensiva investiga o e a imagina o do autor combinam se, alimentando uma constru o de personagens impressionante, quer ao n vel da caracteriza o da sua personalidade, quer ao n vel da estratifica o social 1 De entre estas personagens, destaca se Nuno Gon alves pintor dos pain is , apresentado como um psicopata que nutre um intenso fasc nio por cad veres O cora o dele era um cemit rio s os mortos conseguiam entrar necrofilia juntam se tamb m as tend ncias assassinas, algo que, no entanto, Nuno consegue conjugar com a sua ascens o como pintor, desde um mero aprendiz at ao posto de pintor r gio, atrav s do seu estilo pessoal e da diferente perspectiva com que encara a pintura Gosto de sombras, pensou ele Parecem almas que os mortos deixaram cair ao ch o O romance prima tamb m pela v vida imagem que nos transmite da sociedade do s c XV, tanto na descri o dos seus costumes e cren as, como na linguagem utilizada Dentro dessa imagem geral, encaixa se Lisboa, palco principal da hist ria, uma cidade em crescimento, mas tamb m uma cidade de contrastes, n o existindo qualquer pudor em mergulhar no seu lado mais obscuro, revelando a pobreza, a sujidade e a fome que nele se ocultam Um ambiente em que a mis ria impera, e a esperan a se esbate Esta cidade uma ferida, pensou Somos o sangue dela e estamos todos doentes As muralhas v o fechar se sobre as nossas cabe as Vamos secar e morrer Todos, todos A n o ser que a ferida se mantenha sempre a sangrar, pensou Assim nunca ir fechar por isso que sofremos O mundo precisas de sangrar para n o morrer Riu Dev amos sangrar a rir e rir a sangrar Dev amos comer carne nos dias de peixe e peixe nos outros.Esta cidade o crucifixo onde estamos todos pregados de louvar todo o trabalho efectuado por David Soares, que com as suas palavras consegue fundir o fant stico com a realidade, pintando um quadro medieval de incompar vel ainda que por vezes assustadora beleza O Evangelho do Enforcado , portanto, mais um importante passo para a cartografia do imagin rio portugu s, assim como um exemplar ant doto contra a inevitabilidade inerente nossa vida A cria o a arte o nico ant doto contra a morte.Aquilo que se cria na terra subsiste no Todo.Por isso S respons vel como o que crias, pintor.N o desperdices nada 1 Neste cap tulo, estranha se a aus ncia de tradu o das frequentes passagens em Latim, especialmente tendo em conta todo o cuidado reflectido na elabora o das notas e bibliografia finais Por outro lado, o mesmo n o acontece com o franc s, embora a presen a de um int rprete nos di logos efectuados nessa l ngua sirva de argumento justificativo, dado que seria redundante e repetitivo adoptar letra as falas na l ngua original No entanto, considero que esse esp rito pr tico deveria englobar o Latim, seja atrav s de notas de rodap , ou notas no final dos cap tulos em que as falas se inserem.


  2. says:

    Confesso desde j a minha dificuldade em opinar sobre este livro Tenho sentimentos amb guos em rela o a ele, ambiguidade essa que n o passa por gostar ou n o gostar, passa sim, por gostar, mas com reserva porque um livro violento, cru e muitas vezes chocante Por isso tenho pudor em afirmar que gostei muito, porque sinto alguma repugn ncia pelo livro N o sei se fui clara Provavelmente s quem j leu perceber a que me refiro Em O Evangelho do Enforcado temos a hist ria, ficcionada, de Nuno Gon alves, o prov vel autor dos Pain is de S o Vicente Prov vel, porque o criador de uma das maiores obras de pintura portuguesa nunca foi identificado de forma inequ voca.Para al m da vida de Nuno Gon alves, David Soares vai nos relatando epis dios da Hist ria de Portugal, relacionados com os reinados de D Jo o I O de Boa Mem ria , do seu filho D Duarte I O Eloquente ou o Rei Fil sofo e, por ltimo do neto, D Afonso V O Africano A fantasia e a realidade est o muito bem misturadas, sem que no entanto se confundam A linha entre as duas est muito bem delineada, o que para mim positivo, porque, sendo eu leiga nestas coisas da Hist ria, n o corro o risco de adquirir falsos conhecimentos e de, no futuro, cometer gafes hist ricas um livro muito original que denota um conhecimento profundo da poca Apresenta uma teoria interessante sobre os Pain is de S o Vicente, mas tamb m sobre a peste bub nica seria mesmo peste bub nica que assolou o pa s e o mundo durante s culos e sobre a Hist ria de Portugal e de Lisboa do s culo XV Gostei da escrita, por vezes de tal maneira realista que senti, algumas vezes, vontade de fechar os olhos ou de ler depressa para que acabasse r pido o que estava a ser descrito a tal repugn ncia de que falei no in cio deste post Gostei das descri es da Lisboa do s culo XV O exerc cio de tentar imaginar a minha Lisboa naquela poca praticamente imposs vel A Lisboa, os seus habitantes e seu modo de vida, na forma como s o descritos no livro, s o fascinantes Gostei das personagens, principalmente o Nuno Gon alves e, destaco o conjunto forte e coeso que todas as outras personagens formam.Gostei, de no final do livro, j terminada a hist ria, o autor explicar algumas op es que tomou, relativamente aos factos hist ricos que referiu ao longo do livro Para al m de did ctico ajuda a esclarecer alguns pontos.E porque o livro n o perfeito houve uma outra coisa que me agradou menos Incomodou me haver tantas frases em latim, ao longo do texto, sem tradu o Embora percebendo o prop sito da coisa, n o deixei de ficar com a sensa o que me estavam a esconder alguma coisa Por ltimo, embora tenha gostado das partes que se referiam vida na corte, estas afastam demasiado o leitor da hist ria do Nuno Gon alves e, eu gostava de ter acompanhado mais a vida dele e menos a dos Infantes, Reis, etc Pessoalmente teria gostado de uma hist ria mais centrada na personagem do Nuno Gon alves.Concluindo n o uma leitura f cil, mas surpreendente e, de uma forma um pouco retorcida, cativante e empolgante Recomendo, com a ressalva de poder ser menos adequado a pessoas sens veis.


  3. says:

    Com o seu estilo liter rio muito pessoal, David Soares visita a Lisboa quinhentista numa hist ria que atrav s dos mist rios dos Pain is de S Vicente nos mergulha no fervilhar do Portugal pr descobrimentos Neste livro h duas grandes linhas narrativas que confluem Por um lado, a hist ria da hist ria, do Portugal que come a a sua expans o com a conquista de Ceuta e as intrigas palacianas que envolvem os infantes lusos, centrada na vis o pessoal do Infante D Henrique, apresentado com um asceta amante corpos juvenis Por outro, a hist ria pessoal de Nuno Gon alves, a quem se atribui a autoria dos Pain is de S Vicente, desde o seu nascimento numa aldeia pr xima de Lisboa at ao momento em que cria as ic nicas pinturas que representam o pa s no dealbar dos descobrimentos nesta hist ria que David Soares d mais asas ao seu imagin rio, recriando a biografia do pintor com retoques m ticos onde criaturas escatol gicas o levam a tornar se um serial killer das ruelas da cidade quinhentista, em busca de inspira o para uma obra pessoal que acaba por perecer num inc ndio que devasta a cidade.Misturando romance hist rico com o fant stico em vis es pessoais, O Evangelho do Enforcado oscila entre uma s lida caracteriza o de poca e momentos onde o irreal se concretiza na prosa l mpida deste escritor.


  4. says:

    Resumo TL DR para quem n o quer aturar a minha verborreia Narrativa deselegante, escrita pretensiosa, palha q.b., viol ncia sexo apenas para titila o barata, personagens desinteressantes, conte do informativo sobre os pain is e a sociedade portuguesa aceit vel, mas modesto se vos interessa o t pico vale mais lerem os livros que ele aponta como bibliografia.O David Soares um bom pesquisador, e tem claramente conhecimentos hist ricos muito s lidos Ouvi algu m comentar que ele muito talentoso como ensa sta, e tendo este livro como exemplo, estou inclinada a concordar.No entanto, pesquisa e conhecimentos N O fazem um bom escritor Ajudam, certamente, mas n o s o a fonte de um talento e habilidade de como escrever bons livros como ser professor muitas vezes, os maiores g nios s o professores incompetentes E o David Soares N O um bom escritor nem contador de hist rias.Relembro aos gentis leitores que este livro um livro de fic o, suposto entreter e informar Informar, informa Entreter Nem por isso Este livro deveria contar uma hist ria E passar informa o de forma interessante N o o faz A parte que eu tinha mais curiosidade t cnicas de pintura da poca pouco abordada, e os info dumps sobre a sociedade da poca e os pain is, s o francamente aborrecidos, e acho que mais valia ler a bibliografia que ele inclui no fim.Originalmente, e tendo lido a sinopse e ouvido os coment rios de quem j havia lido, eu tinha a vaga ideia de que este livro era uma c pia d O Perfume do S sskind livro que me aborreceu de morte , uma vers o com portugueses ambos os personagens principais s o anti her is mais vil es, na realidade , apaixonados pela sua arte, de origens humildes, e que na persegui o dessa arte se tornam assassinos Estava algo enganada O Perfuma tinha muito mais informa o, e consegui aprender muito sobre perfumismo s a ler o livro No Evangelho, aprendo algumas coisas, muito pouco.No entanto, confirmei uma das minha cren as que o autor pegou numa s rie de mythos, recursos, conceitos j usados por autores muito melhores como escritores, e meteu lhes o r tulo Made In Portugal , perseguindo um nicho ainda n o muito ocupado por Romance Hist rico Eu sou uma nacionalista, mas sei que se n o tiver uma hist ria de base BOA, nem que se passe na corte do D Afonso Henriques com o Galo de Barcelos e a Maria da Fonte mistura, um livro se safa E aqui, o senhor Soares agarrou num conceito claramente tirado ao Perfume, um personagem principal que uma p lida imita o do Jack the Ripper, colou lhe um tema e uma localiza o portuguesa, e pronto, siga para bingo Isto de um provincialismo deplor vel, onde o autor parece achar que apenas por ter uma vasta bibliografia e um tema nacional, automaticamente tem um bom livro.Tinha momentos onde me apercebi que o livro me lembrava mais do From Hell do Alan Moore, que do Perfume, o que me faz achar que o meu insulto de brincadeira Alan Moore De Segunda Categoria era mais acertado do que pensava.Passemos a uma avalia o mais completa Aten o, a sinopse tem MUITOS spoilers Sinopse O livro conta nos a hist ria de Nuno, um rapaz que nasce de fam lia humilde, e desenvolve um fasc nio pela morte.Temas Morte e o fasc nio com ela e o que cria um psicopata A liga o entre a obsess o da arte e a morte A conquista do karma Geronte claramente o Nemesis, a Ant tese de Nuno, e ao mesmo tempo, uma bvia met fora do id, o instinto assassino animal do protagonista Os dois primeiros temas s o copiados do Perfume, que o fez primeiro e melhor O ltimo tema interessante, e um dos meus preferidos, mas n o posso dizer que me tenha satisfeito a forma como foi abordado.Estrutura A estrutura a pior coisa do livro Segue dois fios condutores um a vida de Nuno e o nascer de um psicopata o outro os conflitos na corte portuguesa da poca que levaram a ascens o do Infante D Henrique posi o de poder que teve, bem como ao behind the scenes que levou o irm o, Pedro, a comissionar os Paineis de S Vicente O problema que o segundo fio condutor, que devia estar ali para suportar a hist ria principal, acaba por ser in til e perfeitamente dispens vel o que poderia ser interessante nas m os de um escritor competente, torna se aqui uma pura perda de tempo, e, obviamente palha.A estrutura geral fraca, com uma boa introdu o, mas tornando se uma coisa amorfa depois do fim do primeiro acto A falta de um Call to Battle condena o livro a ter uma narrativa cada vez mais fraca e as interjei es com o plot secund rio que come am no meio do segundo acto n o ajudam o protagonista removido do palco, novos protagonistas s o metidos press o, n o h conflicto, condenando o meio a precisar de pastilhinha azul Havia o potencial de meter muita informa o interessante sobre a arte e t cnicas de arte, mas o autor prefere fazer fast forward TAdaaa, o Nuno agora um super pintor, ensinado pelo Mestre A partir daqui, sempre a piorar, e os finais o no mundo real, e o no mundo metaf sico na mente do protagonistas s o moles A tentativa de conflito do terceiro acto e confronto final, com o regresso do Geronte e a visita ao cons lio imagin rio deixam muito a desejar, sendo um final Breaking Dawn da s rie Twilight confrontos finais resolvidos base de uma conversa dificilmente s o satisfat rios preciso ser um escritor muito bom para o conseguir, coisa que nem a Stephanie Meyers nem o David Soares s o.Linguagem Nisso, o autor impec vel Excelente vocabul rio, controlo absoluto das v rgulas coisa rara nos dias que correm , mas o pretenciosismo das muitas frases de latim, irrita Sobretudo porque ao contr rio de muita gente eu sabia o que um grande n mero delas significava E mesmo assim parecia me excessivo e apenas para mostrar que ele tinha feito o TPC Acredito piamente que as pessoas da poca falavam muito latim, mas ele pr prio justifica que seria pretensioso preocupar se com o uso excessivo de fala correcta da poca N o o impediu de meter frases em latim que eram enfiadas a martelo.Personagens O protagonista, Nuno, hesitaria chamar lhe her i, ou mesmo anti her i o psicopata mais aborrecido e bronco que conheci N o digo que todos os psicopatas tem que ser inteligentes E carism ticos, mas o seu desenvolvimento como personagem e o nascer do assassino t o previs vel que torna o personagem aborrecido Pelo menos teve o bom gosto de n o o fazer obcecado pela m e ou tendo uma inf ncia traum tica O desejo de acrescentar um n vel pseudo metaf sico personagem falhou, e o conflito interno de homem vs animal n o conseguia tornar se visceral como deveria ser pouco intenso, pouco interessante e nada convincente O grande problema deste protagonista que n o tem personalidade a sua nica caracter stica ser obcecado pela morte O protagonista do Perfume tinha o mesmo problema exceptuando que era menos a morte, e mais perfumes , e penso que por isso que tamb m n o gostei desse livro se bem que ele conseguia ter alguns tra os de obsessivo O Nuno apenas O psicopata At o seu amor pela arte parece for ado, falso, como se fosse um r tulo colado press o para tentar fazer com que o personagem fosse menos bi dimensional.Os outros personagens, sobretudo os do plot secund rio, tem mais personalidade que o protagonista, o que preocupante A vers o Ultimate piada de BD do Infante D Henrique caricatural, falhando o objectivo que era faz lo menos bonzinho e mais sacana manipulador pervertido Infelizmente, as suas estrat gias maquiavel anas n o me convenceram, e as suas pervers es loucuras eram mais enfadonhas que chocantes admitamos, o problema posso ser eu, que 10 anos a jogar RPG me tornaram seriamente blaz.Opini o Boa pesquisa, boa tentativa a exaltar o que nacional Infelizmente, falha no objectivo prim rio que ser um livro interessante assumindo que era ESTE o objectivo O senhor David Soares podia estar se perfeitamente nas tintas para isso na verdade, isso explicaria TANTA coisa Foi uma seca ler, sobretudo porque tinha TANTO potencial A parte que eu estava na realidade mais interessada arte, estilo, etc pouco foi mencionada.O Bom e o Mau Houve dois momentos em que LOLei quando o pai usa a express o Sanado de Satanices , e que estou determinada a usar o m ximo poss vel a partir de agora, e a cena no prost bulo, onde a prostituta conta a hist ria da Jovem esposa e o ninho dos caralhos N o, n o vou explicar A n o ser que pe am, com jeitinho.A tentativa de meter temas herm ticos com a hist ria portuguesa, e uma suposta conspira o de que se fala muito, mas n o aparece nada por tr s dos Pain is de S Vicente por tr s de algo t o nacional um conceito muito bom e poderia ter sido muito interessante.Quanto ao mal, teria que apontar, sem d vida, a falta de experi ncia do autor em como escrever estruturas s lidas a falta de originalidade e fracas personagens est o num segundo e terceiro lugar, quase ex equo mas se um livro uma casa, a decora o deixa de ter import ncia quando as paredes nos est o a cair em cima.


  5. says:

    Desisti Viol ncia gratuita.


  6. says:

    Pelas cr ticas espalhadas pela internet, e pelas pr prias afirma es da editora, eu estava espera de algo bom Mas n o de algo t o bom como vim a descobrir Ao princ pio estranha se somos puxados para a idade m dia portuguesa, e para toda a brutalidade que esta nos oferece A isso adicionam se elementos fant sticos, que tocam no paranormal Foi um grande pux o para mim H muito tempo que n o lia um romance hist rico, e este O Evangelho do Enforcado tratou de me agarrar com for a e fazer me regressar aos tempos medievais, exp r me s descri es cruas que marcavam a poca Mas este estranhar, marcado at por uma certa repulsa ou choque atrav s das descri es, foi s no come o.Primeiro estranha se, depois depois come amos a apreender este novo g nero que mistura a Hist ria com a Fantasia Embalados pelas frases maravilhosas de David Soares, que marcam bem aquilo que precisamos de saber, com um estilo muito pr prio, vamos avan ando nas p ginas, entrando no mundo, descobrindo mais e mais personagens, desconstruindo ideias dogm ticas que temos, e deixando nos levar, observando os acontecimentos de muito perto.O romance gira volta dos famosos Pain is de S Vicente, a obra mais enigm tica de toda a hist ria da pintura portuguesa Acontece que acompanhamos a vida do seu prov vel pintor, Nuno Gon alves, desde o nascimento deste Psicopata de nascen a, Nuno rapidamente se apercebe que gosta da morte e de tudo o que a ela se associa E um encontro assustador revela lhe o triste destino que est reservado para ele Depois somos levados corte do rei D Jo o, e conhecemos os seus filhos Eduarte, Pedro, Fernando e Henrique o famoso Infante D Henrique Este ltimo mostra se um homem preverso e enigm tico, com uma personalidade muito pr pria, distante daquilo que pensamos sobre ele Em seguida somos apresentados a um conjunto de prostitutas, que n o se conseguem imaginar longe da vida em que se meteram para conseguir sobreviver E mais, muito mais personagens, enquanto a hist ria vai convergindo para a cria o dos Pain is.Est confirmado David Soares um grande escritor portugu s Alia o Romance Hist rico ao Romance Fant stico, no resultado de uma extensa pesquisa que se revela numa larga bibliografia Est confirmado O Evangelho do Enforcado uma obra que quebra dogmas no nosso pensamento, e os abre para novas possibilidades acerca da hist ria nada certo Est confirmado este livro surpreendeu me e muito Primeiro estranhei o, depois deixei me levar por ele, vivi no s culo XV durante tr s semanas As imagens que a escrita de David Soares nos transmite d o para fazer um filme Um livro cruel, pesado, dark mas adorei.Mais em www.lydoeopinado.blogspot.com


  7. says:

    Infelizmente um livro bastante desiquilibrado, onde o autor peca por querer ser cruel de mais e onde as personagens s o pouco veros meis Nuno Gon alves um pintor psicopata, o infante Henrique homossexual e o resto ou fraco ou n o importante o suficiente para ter desenvolvimento psicol gico As personagens femininas podiam ser um aspecto positivo se n o fossem S prostitutas Como feminista, e apesar de gostar do simbolismo que a prostitui o tem na literatura, penso que o autor exagerou bastante nas personagens O livro tem recebido bastante cr ticas positivas, por m s consigo classificar o livro numa palavra exagero Citando o Bela Lugosi is Brain Dead Tudo exagero, por vezes at demais Demasiados p nis e cenas de sexo, o que leva a uma banaliza o de cenas gore ou sexuais A nica parte positiva quando o autor deixa o terror e foca na parte pol tica, a sim nota se um David Soares escritor com uma m o firme Foi uma desilus o Pensava que ia ser um romance meio hist rico, mas tamb m meio fantasioso, mas no fim n o mais do que um hino aos psicopatas e homossexualidade banal N o sei se o autor leu algum ensaio sobre genders, mas devia ler alguns textos de feministas Se ler algo mais do autor irei certificar me que n o aborda homossexualidade, nem cenas de sexo brutas.


  8. says:

    Dei quase quatro semanas a terminar de ler este livro, mas a verdade que foi um prazer l lo Se no in cio se estranha esta mistura entre romance hist rico com fantasia o Nuno Gon alves nasce com espinhos que parecem ser de um ouri o cacheiro No m nimo, estranho , medida que vamos avan ando na intriga, vamos ficando cada vez mais interessados Apesar de o pr logo ser dedicado ao Infante Santo D.Fernando fazendo com que se pense que a narrativa ser focalizada nessa personagem hist rica , a personagem principal acaba por ser Nuno Gon alves, a quem se atribui os t o famosos Pain is de S Vicente de Fora e quem David Soares transforma num psicopata Mais interessante ainda acaba por ser o cl max da hist ria, quando o pol ptico desvendado perante a corte e a interpreta o que Soares decidiu fazer nos demonstrada De facto, muito curioso sermos surpreendidos quando nos trocam as voltas e aquilo que damos como adquirido posto em causa e isso acontece aqui mesmo, quando nos dado a perceber que afinal o S Vicente dos pain is poder n o ser S.Vicente e at o Infante D.Henrique poder n o ser aquele que sempre pens mos que fosse.De resto, acho que este livro est muito bem escrito e que as personagens est o muito bem constru das N o o primeiro livro que leio que fala acerca da nclita Gera o e julgo que ela aqui est muito bem retratada, nomeadamente o maquiavelismo do Infante D Henrique, a fragilidade do Infante Santo, a intelig ncia de D Pedro, Duque de Coimbra, e todas as intrigas da corte dos reinados de D Duarte e de D Afonso V.Julgo que os Apontamentos finais que v m no fim do livro s o muitos teis, pois ajudam a compreender melhor quais os objectivos do autor quando escreveu este livro e, al m disso, ajudam a perceber que ele fez um aturad ssimo trabalho de pesquisa hist rica para construir esta narrativa que se passa no Portugal do s culo XV Na edi o deste livro que li em 2010 detectei uma incorrec o hist rica talvez um erro de revis o que n o sei se veio a ser corrigida posteriormente a determinada altura, diz se que Isabel, filha de D Jo o I, se casou com Filipe de Bolonha , quando o correcto Borgonha Alguns di logos entre as personagens parecem me ser algo anacr nicos pois elas utilizam palavras que n o faziam parte do vocabul rio do Portugu s quatrocentista, como por exemplo desapontar N o obstante, denota se neste livro um trabalho que, apesar de ao princ pio n o parecer, foi feito com a lucidez que necess ria quando se escreve um romance hist rico Um livro altamente recomend vel para todos os que gostam deste g nero liter rio.


  9. says:

    Espantoso, grandioso, eloquente, belo, misterioso, po tico, encantador, viciante, bem escrito, m gico, extraordin rio Um dos melhores livros que li at hoje e um s rio candidato a melhor livro de 2010.Muitos s o os sin nimos que podem caracterizar o Evangelho do Enforcado , no entanto, n o obstante os acima referidos, parece me que Obra Prima classifica na perfei o esta portentosa obra da literatura e tornam David Soares num dos meus escritores predilectos, diria at e se j n o , um dos nomes grandes da literatura portuguesa.Para al m da hist ria narrada, David Soares escreve muito bem, ex mio na arte narrativa e excepcional a cruzar e interligar v rios estilos liter rios t o distintos mas que ele prova serem perfeitamente compat veis Nesta obra, assim como j havia constado em A Conspira o dos Antepasados , ele faz uso do romance hist rico num estilo g tico, passando pelo fant stico com laivos de poesia mistura A forma como constr i o trama, como constr i essa Lisboa medieval, aplicando lhe doses q.b de magia e fantasia genial, dando lhe por variadas vezes, um tom surrealista.A escrita de David Soares fortemente cinematogr fica se me permitido assim a caracterizar , as imagens criadas e que descrevem personagens, locais e acontecimentos, s o extremamente potentes assim como a capacidade de criar situa es chocantes e grotescas, muitas delas tendo como intervenientes directos personagens hist ricas, convicto, d nos quase a certeza da probabilidade de ter sido assim como ele narra e isso, por si s , altamente dignificante para um autor.Esta obra fala de Lisboa, de um reino que, no s c XV via a nclita gera o iniciar um movimento que daria origem poca Maior da Hist ria de Portugal Muitas e famosas personagens aqui desfilam, v rias delas com as suas virtudes e os seus defeitos, algumas com paran ias, v cios clandestinos e lados negros que, a ser verdade, viriam desvirtuar a imagem que delas ficou, no entanto esta uma obra de fic o, embora seja importante referir que, como qualquer ser humano, estas personagens n o foram perfeitas Ao contr rio do que referido na sinopse, este romance n o sobre os Pain is de S.Vicente at porque o autor refere nos Apontamentos nada se saber de concreto sobre eles, excepto a data prov vel da sua realiza o e a origem da madeira sobre o qual foram pintados, p g 342 Obviamente que se fala deles e descreve como supostamente podem ter sido criados por Nuno Gon alves, mas, na minha ptica, este um romance que pretende mostrar a poca, a conjuntura onde a loucura, a aliena o e o crime eram comuns a todas as classes sociais e onde o necrofilismo se faz sentir Note se, por exemplo, o caso do c rcere de D.Fernando, e percebe se a loucura e a aliena o.O trama do livro sustentado, em parte, pelas diversas interpreta es e teses aos Pain is e do que est , ou pode estar, por detr s deles Muito interessante a teoria do autor sobre os surtos de Peste Negra, assim como da origem de monstros que foram parte importante do imagin rio portugu s Adamastor, por exemplo e que aqui simbolizado na rela o grotesca entre Nuno Gon alves e Geronte, criatura fant stica que aterroriza o pintor.Uma nota para o imenso trabalho de investiga o do autor que passou por ler e analisar livros de Hist ria medieval, psicopatia, anatomia humana, ci ncia forense e criminalista e sexualidade medieval.Sendo apenas um livro de fic o, o autor genial na forma como constr i um fresco hist rico, n o apenas na forma como trabalha os personagens, como conseguindo transport los nossa presen a conjuntamente com a sua poca, invadindo nos numa urea m gica e misteriosa como s David Soares consegue criar.Um livro genial de um autor genial.


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